Foi quando eu me vi saindo de casa, me arriscando no desconhecido. Desisti do que eu conhecia, pra me atirar de corpo e alma no que eu nem ao menos sabia como lidar, mas me encantava. Eu não sei se fiz certo ou se fiz errado, e não me importa muito. Mesmo que tenha sido o errado, foi o errado certo.
E então, eu que sempre me apeguei ao previsível, não consegui me soltar do que eu jamais imaginei que ia querer por perto. E vai ver é justamente por eu não entender até hoje o que aconteceu que eu seja tão hipnotizada com tudo.
Foi quando eu entreguei a chave de tudo o que eu tinha pra um total anti-herói.
Você é o encontro, eu sou o desencontro. Ou o contrário. Tanto faz. Só precisamos seguir a regra de que somos totalmente diferentes para nos completarmos.
Com isso, só quero pedir para que de alguma forma eu não me perca mais no espaço. Só quero saber o caminho certo, ou se vale seguir pelo errado. Quero saber se devo agir ou deixar o tempo fazer isso. Eu quero o controle da minha vida de volta, que eu tinha até conhecer você.
Eu minto quando digo pra mim mesma que não é nada além de saudade. Eu minto quando digo que eu consigo aguentar só porque sempre aguentei. Eu sou egoísta e quero a sua chave, mas também me contradigo quando falo que quero sua felicidade. Eu sei que não dá mais para querer os dois. Mas eu sou egoísta.
Eu deixei minha alma contigo, e não tenho coragem de pedir de volta. Não tenho coragem nem vontade.
Você não é nada do que eu queria antes, mas é tudo o que eu quero daqui pra frente.
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