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Tempestade em copo de cappuccino

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

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Eu fui acostumada muito mal.

Sexta-feira, 17:30 da tarde. O dia ainda nublado e úmido, logo depois de uma quinta-feira na qual as garoas ainda surtiam efeito. Na cafeteria, só um casal em uma mesa distante da porta, uma senhora de idade sentada próxima à janela e um homem com os poucos fios de cabelo desgrenhados e já perto de um tom acinzentado.
— Também vai querer café? — perguntam-lhe com simpatia.
— Seria perfeito. Cappuccino, por favor. Para a viagem. — retribuiu com um sorriso, como se agradecesse o bom atendimento.
"Cappuccino", pensou, ainda semi-acordada de um daqueles devaneios que sempre teve pelos mais bobos e inúteis motivos. Olhou para as nuvens que deixavam o céu opaco, deu uma pequena risada ao relacioná-lo aos raros cabelos do homem que acabara de sair. Já perto de outro devaneio, sua atenção foi chamada pela moça simpática que a atendera.
— Com licença. — disse, colocando o café sobre a mesa.
Olhou mais uma vez para o céu. Depois de ver um passarinho qualquer voando rapidamente para se esconder da chuva que já começava a cair, com um ligeiro riso, pegou o café, pagou pela comida e saiu para sua casa.
Durante a metade do quarteirão, o chão já estava completamente encharcado. Não se importando, passou a tomar o café debaixo de um daqueles seus guarda-chuvas floridos que insistiam em se perder dela. Fez uma cara de decepção.

Arg, café puro.


Riu de si quando percebeu sua situação no meio da rua deserta.

Eu fui acostumada muito mal mesmo...

Beija-flor de vaivém

domingo, 12 de setembro de 2010

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"Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. (...) São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo."
Eu era apenas um beija-flor esperançoso no meio de um céu nublado. Tudo o que eu sempre quis foi voar, até ser capturado por algumas cordas velhas de violão que já não faziam um belo acorde.


Vieram avisar que toco violão bem
Mas como pode beija-flor de vaivém
Fazer música aos ouvidos de alguém?

A síntese

quarta-feira, 26 de maio de 2010

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Sinceramente, não venho com um texto repleto de metáforas hoje. Só vim falar. Falar sobre o que? Vamos por pontos.

*É, pessoas são idiotas. Para mim, isso é uma regra. Mas isso não diminui minha fascinação por pessoas, embora tenho visto coisas por aí que me bombardearam com decepções. Aliás, está aí uma das provas: pessoas sempre decepcionam outras pessoas. Por que? Porque ninguém é perfeito, e não há nada de errado nisso. Ninguém é perfeito porque somos naturalmente idiotas, e somos idiotas porque somos naturalmente imperfeitos. Nascemos repletos de defeitos e qualidades, e vamos morrer da mesma forma, com uma proporção diferente desses defeitos e qualidades; isto é, se você é disposto a querer aumentar as coisas boas que você tem. E como eu não acho que temos um motivo para estarmos nesse mundo, prefiro usar minha vida tentando sempre ser uma pessoa melhor com o que eu acho correto comigo mesma.

*Então começa outro ponto: não temos um sentido de vida. Não creio que fulano nasceu para fazer isso, e beltrano nasceu para ser assim. Não temos um caminho certo, nós fazemos esse caminho a cada dia, cada hora, cada segundo, no sentido mais literal. Cada segundo é uma escolha que fazemos. E são essas atitudes que nos formam, e, consequentemente, atitudes anteriores resultam nas futuras. Coisas minúsculas hoje podem te fazer mudar pensamentos e, no final, ser uma pessoa completamente diferente do que você poderia ter sido. É meio que um efeito-borboleta, como chamam por aí. E creio que a vida funcione assim.

*Sentindo que não tenho um sentido de vida, me vejo muito mais confortável para seguir meus sonhos com confiança na minha capacidade e para fazer o que eu achar mais devido na minha passagem por aqui. Eu escolhi viver acreditando em sentimentos na maioria do tempo, porque se o ser humano é capaz de sentir algo tão forte dentro de si, acho que devemos usar para alguma coisa. Mas não sou do tipo que é cega por acreditar em algo, existem casos e casos.

*Chegamos a outro ponto: o egocentrismo. Pessoas são egocêntricas. Eu penso que isso deve ser algum mecanismo da natureza que tem alguma funcionalidade em partes da nossa vida. E é por todo esse egoísmo e afins que tantas pessoas tentam impor sua opinião, às vezes contrariando até o que acreditam para conseguirem. Eu realmente não gosto disso. Eu acredito em bons sentimentos, e nem por isso vou me basear em ódio ou algo do tipo para fazer outra pessoa acreditar. Isso é algo que se sente, e isso não se força.

*E para terminar, não considero aquela idiotice humana que comentei algo ruim. Acredito que qualquer erro é um aprendizado, QUALQUER UM. E a cada momento aprendemos com algo. Já o egocentrismo é algo ruim, mas que pode ser controlado. Algo que faz parte de nós e não pode ser arrancado, mas pode ser diminuído e bastante. E é justamente por isso que eu ainda acredito nas pessoas, e que cada uma tem alguma célula de amor só esperando confiança do próprio corpo e mente que habita. E mesmo com tanto ódio, rancor, tristeza pelo mundo, eu acredito que todos têm essa célula e ela pode vir à tona a qualquer instante, e espero que seja em várias pessoas. É daí que surge a mudança do mundo: dos bons sentimentos.

E bom, eu acredito no amor. E é isso. Não sei o que dizer, ah.

A metáfora do chiado da TV

sábado, 17 de abril de 2010

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Eu via pessoas trocando de canal a cada momento, e eu me perguntava porque era tão difícil para elas achar o certo. Eu criava teorias na minha cabeça de criança para tentar entender porque ninguém ficava satisfeito com o primeiro canal que aparecia ao ligarem a televisão, mas eu não conseguia entender...

Então eu cresci. Liguei minha TV.

Talvez eu tivesse à minha disposição vários canais que eu devesse olhar. Mas eu não queria. Quando me vi, estava admirada em assistir a um canal que eu jamais pensei que viria a ser do meu interesse. O sinal não era muito bom, mas não me atrevi a mexer na antena para ver no que dava. Eu fiquei feliz ao ouvir aquele chiado. Eu fiquei feliz... Ah, eu fiquei. Não queria admitir, mas acabei aceitando comigo mesma.

— Esse chiado não está certo... Troque de canal, esse barulho deveria ser irritante pra você.
— E se eu gostar do chiado? E se eu não quiser trocar de canal mesmo que meus ouvidos fiquem incomodados?
— Você não faz sentido.
— Vocês é que não sabem viver.

Eu prestava atenção ao chiado e ao chuvisco cinza da tela. Talvez eu me importasse mais do que eu deveria. Eu gostava até. Então eu pensava comigo mesma se não deveria segurar firmemente o controle da televisão, tomar coragem e trocar de canal, mas eu não queria.

E sabem aquelas teorias que eu formulava na minha cabeça? Eu ainda formulo algumas para tentar entender porque as pessoas insistem em querer mudar sempre o canal, a posição da antena ou até a televisão. Acho que eu vou demorar para entender as pessoas.

Só sei que eu ainda fico bem ouvindo o chiado do meu canal preferido.

A casa, a porta, o capacho

quarta-feira, 14 de abril de 2010

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Olhei para o relógio — 7 da manhã. Você poderia dizer que eu cheguei cedo, e, de fato, cheguei. Mas eu não parecia me importar, mas já sabia que você ia. Eu também sabia que você não poderia me atender ainda, não naquele horário. Mas eu não me importei, subi os pequenos degraus, me deparei com a sua porta. Eu tinha medo, mas tentei parecer decidida no que fazia.


Talvez não fosse muito tranquilizador o fato de que em alguns segundos eu tocaria a campainha e esperaria você abrir a porta. Talvez não fosse muito animador o fato de que você não poderia me atender ainda. Ignorei os seus vizinhos que saíam para trabalhar enquanto me diziam que eu não deveria ter chegado tão cedo. Eu ignorei tudo, ainda ignoro.


O capacho que se encontrava em frente à sua porta não era dos mais convidativos, mas eu não me importei. O capacho não ia me servir de nada, talvez servisse para as pessoas que prestavam atenção nele. Você sempre usou aquele capacho lá, e nunca fez questão de que gostassem dele. Nem eu fiz questão de adorá-lo, até porque, como eu disse, o capacho não me importava muito.


Eu esperei e esperei lá fora. Os raios de sol daquela manhã atingiam meu rosto e me revigoravam, mesmo quando eu sabia que eu teria que esperar mais do que eu queria para que você abrisse a porta. Você estava lá, mas eu sabia que não podia me atender.


Então eu ouvi sua voz gritando lá de dentro que talvez eu devesse ir embora ao invés de esperar horas e horas para que você pudesse me atender. Eu assenti. Cheguei à conclusão que não valeria a pena esperar lá em pé enquanto você não poderia aparecer de frente pra mim. Então eu voltei pra minha casa do outro lado da rua, mas continuei olhando da minha janela para a sua em busca de um único sinal de que você estava abrindo a porta.


E apesar de não saber quando eu vou poder voltar a tentar te fazer uma visita, eu jurei a mim mesma que olharia no relógio cada segundo que passasse para que eu pudesse voltar à sua casa no momento mais adequado possível.

Andorinhas do amor verdadeiro

terça-feira, 6 de abril de 2010

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*''Andorinhas do amor verdadeiro''

*Ela nasceu, cresceu, viveu e se deparou com os desafios da vida. Lutou, caiu e levantou. Conseguiu bater as asas pela primeira vez na vida, e decidiu levantar voo, para buscar novos ares, novos sabores..

*Quis levantar em direção ao desconhecido, ao novo. Lutou contra todas as adversidades e foi em busca de um sonho: descobrir o que era sentir.

*Em uma noite nublada, finalmente encontrou a face do amor verdadeiro, e mesmo com toda conturbação decidiu parar e pensar em tudo. Queria que alguma coisa fizesse sentido, mas ela não sabia que algumas coisas na vida simplesmente não tem explicação, e ninguém precisa saber. Ninguém precisa entender o porque de ser uma andorinha, basta apenas ser..e fazer disso o melhor possível no mundo para que todos sintam a presença e a beleza de seu bater de asas por ai. O céu nublado se abriu, e ela chorou por finalmente entender o porque de sua existência. Desejava não acabar com aquele momento nunca.

*Chegou ao topo do mundo, respirou o ar fresco, decidiu sentir e viver para sentir..colocando o coração em primeiro lugar, tendo sua pureza e sensibilidade como principais características para o resto de sua vida. A chuva lavou suas lágrimas, e ela voltou para sua longa jornada.

*A andorinha sempre soube que um dia iria ter que voltar...



— O que tu faz quando abraça alguém com todas as forças pra não deixar alguém ir, mas ela se vai do mesmo jeito?
— Escuto City and Colour. Partidas são inevitáveis. ''A andorinha sempre soube que um dia iria ter que voltar pra casa...''.
— A gente só não pode cortar as asas da andorinha pra ela não poder mais voar.
— A andorinha deve voar pra mostrar ao mundo a beleza de seu bater de asas..não podemos impedir ela de sonhar, sonhar com ares mais puros e lugares mais calmos..
 http://www.fotolog.com.br/thunderwaves , o guri do coração puro.

Egoísta, clichê e dislexo

domingo, 4 de abril de 2010

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Eu te vi, e eu também te olhei;

Eu te senti, tu me sentiste.

Eu achei que tinha te sentido, e eu tenho certeza que eu senti;

Eu achei que tu tinhas me sentido, e eu tenho dúvidas quanto a isso.

Eu corri em tua direção quando tu já vinhas caminhando;

Eu abri meus braços quando tu já me abraçavas -

Eu te abracei, eu só não quis te soltar;

Eu continuei te abraçando, mas tu tiveste que ir.

Eu segui um caminho diferente do teu, mas paralelo.

Eu continuo esticando meus braços tentando te alcançar enquanto tu não vês;

Eu escondo-os quando tu olhas para mim.

Eu já não me lembro como é andar sozinha novamente.

Eu, sempre "eu". Sempre "tu". Sempre e nunca.

Eu.

Espaço

sexta-feira, 2 de abril de 2010

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O homem perfeito, eu sonhava com ele. Imaginava suas qualidades, seus defeitos. Tudo aquilo desabou. Eu até hoje não sei se foi bom ou não.
Foi quando eu me vi saindo de casa, me arriscando no desconhecido. Desisti do que eu conhecia, pra me atirar de corpo e alma no que eu nem ao menos sabia como lidar, mas me encantava. Eu não sei se fiz certo ou se fiz errado, e não me importa muito. Mesmo que tenha sido o errado, foi o errado certo.
E então, eu que sempre me apeguei ao previsível, não consegui me soltar do que eu jamais imaginei que ia querer por perto. E vai ver é justamente por eu não entender até hoje o que aconteceu que eu seja tão hipnotizada com tudo.

Foi quando eu entreguei a chave de tudo o que eu tinha pra um total anti-herói.

Você é o encontro, eu sou o desencontro. Ou o contrário. Tanto faz. Só precisamos seguir a regra de que somos totalmente diferentes para nos completarmos.

Com isso, só quero pedir para que de alguma forma eu não me perca mais no espaço. Só quero saber o caminho certo, ou se vale seguir pelo errado. Quero saber se devo agir ou deixar o tempo fazer isso. Eu quero o controle da minha vida de volta, que eu tinha até conhecer você.

Eu minto quando digo pra mim mesma que não é nada além de saudade. Eu minto quando digo que eu consigo aguentar só porque sempre aguentei. Eu sou egoísta e quero a sua chave, mas também me contradigo quando falo que quero sua felicidade. Eu sei que não dá mais para querer os dois. Mas eu sou egoísta.

Eu deixei minha alma contigo, e não tenho coragem de pedir de volta. Não tenho coragem nem vontade.



Você não é nada do que eu queria antes, mas é tudo o que eu quero daqui pra frente.

Sobre painéis, pincéis, cores e mãos amigas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Humanos não vivem sem carinho. Isso eu considero um fato. Já ouvi várias histórias de pessoas que começaram a ter problemas psicológicos por não ter alguém do seu lado. Como Lucas Silveira já disse (inclusive no post que eu "rebloguei" há algum tempo atrás), "nenhum ser humano é capaz de viver sem afeto. Se você acha que sim, pode fechar os olhos, pois você já morreu". Humanos nasceram para viver em conjunto e, principalmente, com afeto.
Como já mencionei algumas vezes antes, todos nós estamos aqui com um objetivo. Acredito que esse objetivo é ser feliz, e para isso, tentar realizar os nossos sonhos. Mas para que isso ocorra, é preciso amor. Não só amor a um namorado, amor aos pais... Amor a tudo. Não "amor" no sentido restrito da palavra - já que todos acham que amor é só o que pai/filho ou esposa/marido sentem -, mas "amor" no seu sentido mais amplo. Amor à vida, amor ao simples fato de termos uma vida para aproveitarmos, amor ao fato de que podemos ser felizes.
Mas convenhamos... a vida não fica melhor quando você olha para uma pessoa, pára e pensa que tem algo de diferente em você? Quando você pensa "tudo bem, o que eu sinto por ele é diferente de qualquer coisa"? Como se nossa vida fosse um painel, nossos sonhos fossem os pincéis, nossos amigos, as cores e essa pessoa especial fosse aquela mão que, quando você não sabe direito como pintar, segura a sua mão e te ajuda a formar um belo quadro. Vai do egoísmo de cada um aceitar ou não essa ajuda.
Particularmente, eu tenho conseguido pintar a minha trajetória, mas é claro que eu sinto falta de uma mão que me ajude a pintar sem medo do que pode acontecer, e que me faça rezar para que ela não me solte, pois parece que eu não vou mais saber fazer nem um bonequinho de palitos sem ela. Eu não acho que seja impossível viver sem essa mão, mas depois de um tempo, você perde a vontade de pintar sozinho. Cabe a cada pessoa não desistir de procurar outra para ajudá-la, porque algum dia a mão que encontraremos vai deixar de ser apenas uma parte do corpo pra se transformar em uma pessoa completa e que te completa. É quando vamos perceber que não precisamos procurar mais uma mão, pois já achamos a pessoa.

Família é para sempre

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

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Passagem do tempo e mudanças andam juntas. Podem tanto te fazer feliz quanto te machucar. E elas sempre me machucam, eu não consigo evitar.
Dessa vez, quem está indo embora é a minha família. Não de sangue, mas a família que eu escolhi - meus amigos.
E em plena oitava série, com todo mundo estressado e tenso, nós sempre fomos tão próximos. Mesmo com brigas, discussões, sempre um ajudava o outro, principalmente nessa época em que a nossa cabeça fica tão confusa e o mundo nos manda crescer. Com toda a tensão dos concursos, a gente nunca se abandonou. Sempre nos ajudávamos. E isso era lindo. Éramos uma família, e vamos continuar sendo, porque família não acaba. É para sempre.
Tivemos apenas um ano juntos, mas eu posso dizer que foi o melhor ano da minha vida até agora. Mesmo com pessoas de diferentes colégios - e até colégios vizinhos ditos pelos próprios alunos como rivais -, pudemos firmar uma amizade muito forte, que eu sei que cada um pode sentir. Não só os alunos, mas cada professor que virou nosso amigo também. Seja no papel de pai (ou mãe, como a Roberta, haha) ou daqueles irmãos que vivem brincando com os outros (Franklin e Vanessa, dois casos perdidos...).
Foi um ano de muito estudo e com muitas coisas nos deixando pra baixo, mas ninguém deixava o outro desistir. E apesar disso tudo, também foi um ano de muitas amizades, muitas risadas, muitas zoações. E eu acho que é o tipo de tempo que nos faz perceber o quão amigos nós temos por perto, e eu posso dizer que eu tenho os melhores. Não são só companheiros de estudo ou colegas de turma, são amigos. São todos uma família de amigos.
Eu ainda quero comer muito pão-de-queijo com vocês, zoar com todo mundo, ficar chamando alguém de Mestre Yoda, tocar violão, brigar com os meninos quando eles jogam giz, deixar o Adolfo sozinho nas brincadeiras, chamar a Herika de palhaça, dizer que o Flávio é bombado, zoar o Franklin com aquelas coisas de historiador e todas as coisas que marcaram o pré esse ano.

Priscila, Daniel Araújo, Tatyane, Marina, Luiza, Isabelle, Nathália Kibe, Nathália Vasconcelos, Adolfinho hahah, Daniel Olímpio, Do Boteco, Fernando, David, Letícia e todos os alunos. E Vanessa, Bruce, Vinícius, Roberta, Karine, Léo (e até o Nilson, HAHAHAH) como nossos professores e pessoas que sempre nos apoiaram. E até a Tia Helena que sempre salvava a gente do calor ligando o ar, hahaha.
E também Renatinha, Ana Cláudia, Kenia, Paulo Victor e Márcio, que sempre foram MUITO especiais pra mim no colégio e, se não fosse por eles, também não chegaria onde eu cheguei.
Obrigada por tudo, e obrigada por me darem uma chance de poder realizar meu sonho de passar pra bons colégios, porque se não fossem por vocês, eu nunca teria passado e nunca teria feito amizades tão fortes. E obrigada especialmente ao Franklin e ao Romulinho, que me lembraram do porquê eu estar me esforçando tanto e por serem os melhores professores que eu já tive na minha vida. Vocês foram mais que professores, me ensinaram e me deram a chance de conquistar o que eu achava que era um sonho absurdo de alcançar. Eu nunca vou esquecer nenhum de vocês, que isso fique muito claro. O pré-técnico 2009 Gauzinho vai ficar para sempre, não importa quantos dias, meses ou anos passem. E se é pra todos seguirem seu rumo, então vamos segui-lo sabendo que cada um ganhou amizades muitos especiais esse ano e que elas vão ficar. E todos nós vamos conseguir nosso lugar ao sol um dia e dizer "PORRA, PASSEI NO CEFET!" hahaha.

Obrigada por serem minha família por todo esse ano e por toda a minha vida de agora em diante.

Divina Comédia

sábado, 26 de setembro de 2009

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Me revolto com essas pessoas que acham chato falar de amor. Sinceramente, o ser humano que acha isso chato é porque não é um ser humano de fato. O ser humano tem como de mais singelo o amor que ele pode sentir por algo ou alguém. Quem acha isso "chato", de fato nunca amou ninguém.
E eu não acho isso chato. Ao contrário, hoje é o melhor dia para discordar disso.
Caramba, sabe aqueles dias que você sente que viveu a vida toda só para chegar esse dia? Quando parece que nada mais importa. Não importa todas as vezes que eu voltei atrás, não importa. Agora eu vou ser feliz, e só isso. O que eu tentei esse tempo todo mas não consegui, porque não tinha como conseguir naquela situação. Mas agora é diferente, eu tenho o que eu preciso.
Eu sentia tanta falta disso, tanta. Mas você apareceu no momento certo. Nossa, você realmente não sabe a falta que me fez! E eu só te agradeço, de verdade.
Quanto tempo faz? Não importa mais.

(Pois é, a atualização vai assim mesmo porque eu não estou em condições de escrever algo decente. Minha cabeça e meus sentimentos não parecem sóbrios, mas isso é bom.)

Adore

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

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I don't mean to run
But every time you come around
I feel more alive than ever

Eu não preciso de nada que me faça me sentir tão bem quanto você faz, mas você acaba fazendo. Sem mesmo se dar conta. Até pelo meu jeito idiota e egoísta às vezes. Mas você sempre está disposta a me fazer sentir melhor, eu sinto isso de você. Mesmo com todos os seus defeitos, com os seus momentos egoístas também, e principalmente os que você fala coisas que eu sei que são para chamar a minha atenção. Sua boba, você já a tem.

And I guess it's too much
But maybe we're too young
And I don't even know what's real
But I know I've never wanted anything so bad
I've never wanted anyone so bad

Se você é a minha vida, eu quero continuar vivendo, mesmo que demore para eu colher os frutos dela. Se a minha vida é você, eu quero permanecer amando por muito e muito tempo, se possível até o fim da minha vida. Eu já te prometi que você terá o meu amor para sempre, e você de fato sempre o terá. Talvez um dia ele seja diferente, talvez ele mude de aparência apenas pra que nos apoiemos no calor de uma amizade, mas ele sempre vai continuar.

[...]
Why do I deny?
The things the burn inside

Eu posso esperar algum tempo. Você talvez não espere. Mas o tempo passa e você vai esperar de uma forma ou de outra. Mas talvez não com o mesmo sentimento de antes. Mas não importa. Você sempre vai ser a chuva que me acalma e me ajuda a dormir quando o que eu mais quero é fugir desse mundo. Obrigada.

If I let you love me, be the one adore, would you go all the way? Be the one I'm looking for?