Vermelho

segunda-feira, 12 de julho de 2010

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*Com vermelho, pintei as unhas,
Pintei os dias e passarelas escuras.
Pintei o que achava que não ia,
Colori tudo que vermelho abrangia.


*Vermelho faz parte da tua vida.


*Com vermelho, pintei corações, pintei flores
Só para representar o caminho que fores.
Coloquei suspiros com sacolas e divisão
Apenas para agrupá-los em um padrão.


*Vermelho te dá e tira o teu chão.


*Com vermelho, pintei faróis,
Pintei casas, pintei bemóis,
Transbordei por várias pessoas
Descobrindo algumas tesouras... que...


*Tesouras que eu nunca quis achar
Pois elas não te fazem querer pintar,
Elas te fazem partir só por avenidas
Ou obrigam a pedir carona e comida.


*Vermelho AINDA faz parte da tua vida.

'Dismantle.Repair.' era a trilha sonora

sexta-feira, 9 de julho de 2010

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— Eram vários corredores, sabe? Bem iluminados, tapetes vermelhos, quadros. Eram corredores curvos como em um universo paralelo, eu acho. Uma das portas brancas dava acesso a um armazém velho, e só se enxergava lá dentro por causa de uns feixes de luz dos buracos do teto. Foi uma mudança brusca dos corredores para o armazém.

— E por que você corria pelos corredores até achar o armazém?

— Eu estava seguindo uma pessoa.

— Por que?

— Porque ela sorria, e eu segui seu sorriso.

— E então?

— Eu cheguei ao armazém e encontrei a pessoa lá. Ainda sorria, mas não com o mesmo conforto. Parecia preocupada. Sentou-se no chão empoeirado, e eu copiei seus movimentos. Olhei fixamente até obter alguma resposta, mas só via um rosto com um leve meio-sorriso, com algumas rugas de preocupação, como se algo fosse acontecer. Eu puxei conversa, e deixei um meio-sorriso se criar no meu rosto também, mesmo que eu estivesse com um pouco de medo do lugar. Alguns segundos depois, eu escutei um barulho. Imediatamente, não vi mais o sorriso do rosto de quem eu havia seguido — ao contrário, sua felicidade deu lugar à preocupação. Então apareceu um homem na entrada do armazém dizendo que eu tinha que ir.

— E você foi?

— Fui.

— Por que?

— Não sei, eu só fui. Mas não queria ir. Eu fui como se fosse uma obrigação.

— E então?

— Eu fui até a entrada, olhei para o homem. Uma angústia possuiu meu peito e eu não olhei para trás quando comecei a correr pelos corredores de volta. Eu ignorei completamente a luz confortadora deles e corri chorando até que eu saísse daquele lugar. Então, eu cheguei à uma rua com uma espécie de praça em frente, e estava deserta. Eu me sentia com medo, mas não sabia porque.

— E depois? O que houve?

— Eu acordei do sonho.

— Só isso?!

— Não. Eu também percebi que tinha que fazer algo.