Roteador

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

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²X1: "Eu nunca quis te enterrar sob os azulejos."

²X2: "Eu nunca quis te enterrar sob o roteador."

²X1: "Tiraram três quartos da minha alma."

²X2: "Me deram uma camisa do Arctic Monkeys."

²X1: "Legal."

²X2: "Legal."

Cabidela pt. 1

domingo, 13 de novembro de 2011

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Eu sou uma cabidela, se você quer saber. Um homem-espuma que não nega sua natureza de mar cheio de cloro. A pupila não dilata, mas ninguém vai embora. Tudo uma antimonotonia. Mas isso não basta.

Deus estaria envergonhado. Estaria sim. Ou pelo menos o Deus dos homens.

Eu sou a racional mais sentimental do bairro. Eu sou a maior mentirosa do corredor. A mais devagar da minha mente.

Todo dia é segunda-feira?

Pseudo pseudo pseudo

domingo, 22 de maio de 2011

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Não é um texto pra ser bonito. Não é um texto pra fazer metáforas com palavras bonitas. Não é um texto pra mostrar que eu sei o uso de vírgulas (meio mal, mas a gente finge que sim).

É pra ser direto, coisa que a gente nunca foi, porque a gente nunca precisou. E digo mais: quanto mais "pra" ao invés de "para" e quanto mais "a gente" no lugar de "nós", melhor. Porque é assim que dessa vez vai ser, e não "será".

É pra ser tosco. Eu diria que é pra ser bem babaca, na verdade.

Tô cansada disso tudo. Porra, cara. Eu queria te dar umas porradas na cara mas sem estar realmente com raiva. Você é que ia entender esse tipo de coisa. Ninguém nunca entendeu, só você.

Pois é. Ia ser bom ver a tua pseudo-cara de "sou alguém normal", usando o meu velho vício de falar "pseudo". Porque eu adorava a dúvida que tu sempre colocava na minha cabeça. Tu nunca foi normal, nem é. Tu não é normal, porra.

Você é aquele filho da puta na medida certa pra ser alguém em que se pode confiar, e isso me dá agonia. Eu, você, eles. Todos uns merdas.

Mas você tá por aí, né? Andando por aí (me diz que sim). Espero que ainda esteja por aí minimizando os problemas de todo mundo, que era o que eu precisava e você fazia.

Eu ainda consigo te imaginar andando pela Tijuca com um livro recém-comprado no sebo debaixo do braço com aquele teu casaco-de-todo-dia que abraçava todo mundo.

Porque sempre foi assim. O teu casaco abraçava todo mundo enquanto você fazia cara de "que porra é essa?!". E por isso a gente nunca era direto um com o outro. Mas é só o que eu quero agora, tu me respondendo objetivamente. Depois disso tu volta aí pra Tijuca e eu fico aqui na Veiga de tarde jogando futebol com a metade de um lápis.

Eu realmente queria te dar umas porradas na cara no sentido mais revoltado-afetivo possível, porque eu sei que tu ia entender.

Pós-homicídio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Papéis com sangue no caminho eram provas de um homicídio que jamais fugira da mente; as cores e valores pós-homicídio sempre estavam lá para deixá-la como uma chapada fodida. Pertubá-la, por que não? Mariella tinha colado os lábios, e deixou escorrer saliva pelos seus olhos; o barulho das teclas destruira tudo. O céu agora rosa e laranja lhe abria os braços, como se ela o quisesse.
O céu cantava para destruí-la.

...

O céu era cinza escuro - mortos-vivos a descobriam. "Talvez seja o apocalipse pra terminar com uma merda", pensou ela.
Chamem o homem da batina.