O que nos faz quem somos?
Eyes? Hair? Race? Sex?
Olhos? Cabelo? Raça? Sexo?
Who will you... love?
Quem você vai... amar?
Who will you... trust?
Quem você vai... confiar
Where is home?
Onde fica nosso lar?
What hardships will you face?
Que privações você vai enfrentar?
What hardships will you overcome?
Que privações você vai vencer?
What makes you happy?
O que te faz feliz?
What are your passions?
Quais são suas paixões?
If you could... do it all over again... what would you change?
Se você pudesse... fazer tudo de novo... o que você mudaria?
Relationships? Choices? Direction?
Relacionamentos? Escolhas? Direção?
What experience would you relive?
Que experiência você reviveria?
What will you... achieve?
O que você vai... alcançar?
What will you... be remembered for?
Pelo que você vai... ser lembrado?
Don't drop your arms.
Não desista."
Eu estive pensando em como as pessoas seriam um pouco melhores se fossem mais reflexivas em relação a cada ser humano, ao nosso redor, ao mundo, à vida, à sociedade. À sua vida. Se fossem menos superficiais e olhassem mais profundamente para as outras coisas que as cercam.
O futuro é assim tão importante para nos esquecermos do presente? E o passado, é tão importante assim? O que estamos fazendo nesse momento? O que estamos fazendo da nossa vida? Fazemos diferença para alguém? Alguém faz diferença na nossa vida?
A música: The Unwinding Cable Car, do Cities, terceiro álbum da banda Anberlin. Na verdade, é mais que uma música, é um aprendizado a partir do momento em que se lê atentamente cada frase e se entende cada palavra selecionada para a letra dessa música.
Em seguida, um trecho de um texto que fala sobre a canção de um modo geral e a sua composição.
Funcionando como o segundo single do álbum, essa música é, talvez, o oposto de Godspeed*. É reconfortante, animadora, um tapinha agradável nas costas. Foi uma escolha intrigante para single — eu acho que algumas outras músicas do álbum poderiam ter tido uma chance melhor de ser um estouro (Adelaide, Hello Alone), mas talvez a banda não estivesse pretendendo isso. Apesar dessa música não estar na mesma essência das outras de "Cities", eu acho que é difícil não vê-la como seu centro, como o coração do álbum. Como você vai ler abaixo, ela contém outro dos temas mais importantes do CD, é inegavelmente um farol de esperança em meio a um punhado de números não tão esperançosos. (...)
Stephen* diz: "É sobre alguém que olhava tanto para o futuro que nunca estava satisfeito no presente. Nunca. É como se algo de bom fosse acontecer no futuro, mas a vida não é satisfatória nesse segundo. E isso sempre foi um choque para mim, como 'por que você não pode viver no aqui, no hoje e no agora?'. (...) 'Por que você ainda está rezando pelo futuro, por que você está tão preocupado e interessado com isso que você não aproveita esse momento concedido?'. Olhe para tudo o que aconteceu, conte todas as suas bênçãos. Ficam tão presos no futuro que nunca viram a vida sob uma perspectiva e nunca a estudaram."
"Um dos temas do disco é 'eu conduzirei você pela escuridão', porque tem que haver aqueles momentos de solidão, quando a vida machuca e há dor, há sofrimento, porque eu acho que esses momentos nos transformam no que somos. Explore o lado mais profundo, mais escuro de você mesmo, de modo que você possa encontrar a esperança, a salvação, encontrar a vida em toda a sua beleza. Mas você tem que passar por esses momentos difíceis."
"Henri Nouwen disse uma vez que a solidão é a fornalha da transformação, e eu estava lendo Blaise Pascal ontem e em um de seus trechos, ele estava dizendo que não há nada na vida que não possa ser descoberto com você, um quarto vazio e uma cadeira apenas. Para mim, era como se as pessoas nunca tivessem sentado nessa cadeira, nunca houve essa fornalha para eles, era sempre o futuro. Então eu estava tentando encorajá-los e dizer 'escute, você é brilhante, você está ótimo, você é um ser humano maravilhoso, pare de olhar no futuro para descobrir que a vida é tão bela neste momento."
"Na teoria de sombras (do psicólogo Carl Jung), ele estava falando sobre como você tem que explorar esse lado negro para qualquer tipo de criatividade surgir, seja arte, música, ciência ou qualquer outra coisa (...). Para mim, eu sei que é nesses momentos e nos momentos mais sombrios da minha vida que eu encontrei quem eu realmente sou, o que me fez, e assim, eu não sei, espero que todos explorem esses lados."
*Godspeed foi o primeiro single do disco.
Acredito (espero, na verdade) que isso convide cada um que ler esse texto a pensar "quem você vai amar? Quem você vai confiar? O que faz você feliz? Se você pudesse fazer tudo de novo, o que você mudaria?" e várias outras perguntas. Porque viver é mais do que acordar de manhã, ir para o trabalho e ver o mundo em constante movimento ao seu redor. Fazer parte desse movimento, questionar e se perguntar coisas sobre a vida também faz parte dela.




