Mostrando postagens com marcador egoísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador egoísmo. Mostrar todas as postagens

A síntese

quarta-feira, 26 de maio de 2010

3 comentários
Sinceramente, não venho com um texto repleto de metáforas hoje. Só vim falar. Falar sobre o que? Vamos por pontos.

*É, pessoas são idiotas. Para mim, isso é uma regra. Mas isso não diminui minha fascinação por pessoas, embora tenho visto coisas por aí que me bombardearam com decepções. Aliás, está aí uma das provas: pessoas sempre decepcionam outras pessoas. Por que? Porque ninguém é perfeito, e não há nada de errado nisso. Ninguém é perfeito porque somos naturalmente idiotas, e somos idiotas porque somos naturalmente imperfeitos. Nascemos repletos de defeitos e qualidades, e vamos morrer da mesma forma, com uma proporção diferente desses defeitos e qualidades; isto é, se você é disposto a querer aumentar as coisas boas que você tem. E como eu não acho que temos um motivo para estarmos nesse mundo, prefiro usar minha vida tentando sempre ser uma pessoa melhor com o que eu acho correto comigo mesma.

*Então começa outro ponto: não temos um sentido de vida. Não creio que fulano nasceu para fazer isso, e beltrano nasceu para ser assim. Não temos um caminho certo, nós fazemos esse caminho a cada dia, cada hora, cada segundo, no sentido mais literal. Cada segundo é uma escolha que fazemos. E são essas atitudes que nos formam, e, consequentemente, atitudes anteriores resultam nas futuras. Coisas minúsculas hoje podem te fazer mudar pensamentos e, no final, ser uma pessoa completamente diferente do que você poderia ter sido. É meio que um efeito-borboleta, como chamam por aí. E creio que a vida funcione assim.

*Sentindo que não tenho um sentido de vida, me vejo muito mais confortável para seguir meus sonhos com confiança na minha capacidade e para fazer o que eu achar mais devido na minha passagem por aqui. Eu escolhi viver acreditando em sentimentos na maioria do tempo, porque se o ser humano é capaz de sentir algo tão forte dentro de si, acho que devemos usar para alguma coisa. Mas não sou do tipo que é cega por acreditar em algo, existem casos e casos.

*Chegamos a outro ponto: o egocentrismo. Pessoas são egocêntricas. Eu penso que isso deve ser algum mecanismo da natureza que tem alguma funcionalidade em partes da nossa vida. E é por todo esse egoísmo e afins que tantas pessoas tentam impor sua opinião, às vezes contrariando até o que acreditam para conseguirem. Eu realmente não gosto disso. Eu acredito em bons sentimentos, e nem por isso vou me basear em ódio ou algo do tipo para fazer outra pessoa acreditar. Isso é algo que se sente, e isso não se força.

*E para terminar, não considero aquela idiotice humana que comentei algo ruim. Acredito que qualquer erro é um aprendizado, QUALQUER UM. E a cada momento aprendemos com algo. Já o egocentrismo é algo ruim, mas que pode ser controlado. Algo que faz parte de nós e não pode ser arrancado, mas pode ser diminuído e bastante. E é justamente por isso que eu ainda acredito nas pessoas, e que cada uma tem alguma célula de amor só esperando confiança do próprio corpo e mente que habita. E mesmo com tanto ódio, rancor, tristeza pelo mundo, eu acredito que todos têm essa célula e ela pode vir à tona a qualquer instante, e espero que seja em várias pessoas. É daí que surge a mudança do mundo: dos bons sentimentos.

E bom, eu acredito no amor. E é isso. Não sei o que dizer, ah.

Egoísta, clichê e dislexo

domingo, 4 de abril de 2010

0 comentários
Eu te vi, e eu também te olhei;

Eu te senti, tu me sentiste.

Eu achei que tinha te sentido, e eu tenho certeza que eu senti;

Eu achei que tu tinhas me sentido, e eu tenho dúvidas quanto a isso.

Eu corri em tua direção quando tu já vinhas caminhando;

Eu abri meus braços quando tu já me abraçavas -

Eu te abracei, eu só não quis te soltar;

Eu continuei te abraçando, mas tu tiveste que ir.

Eu segui um caminho diferente do teu, mas paralelo.

Eu continuo esticando meus braços tentando te alcançar enquanto tu não vês;

Eu escondo-os quando tu olhas para mim.

Eu já não me lembro como é andar sozinha novamente.

Eu, sempre "eu". Sempre "tu". Sempre e nunca.

Eu.

Espaço

sexta-feira, 2 de abril de 2010

0 comentários
O homem perfeito, eu sonhava com ele. Imaginava suas qualidades, seus defeitos. Tudo aquilo desabou. Eu até hoje não sei se foi bom ou não.
Foi quando eu me vi saindo de casa, me arriscando no desconhecido. Desisti do que eu conhecia, pra me atirar de corpo e alma no que eu nem ao menos sabia como lidar, mas me encantava. Eu não sei se fiz certo ou se fiz errado, e não me importa muito. Mesmo que tenha sido o errado, foi o errado certo.
E então, eu que sempre me apeguei ao previsível, não consegui me soltar do que eu jamais imaginei que ia querer por perto. E vai ver é justamente por eu não entender até hoje o que aconteceu que eu seja tão hipnotizada com tudo.

Foi quando eu entreguei a chave de tudo o que eu tinha pra um total anti-herói.

Você é o encontro, eu sou o desencontro. Ou o contrário. Tanto faz. Só precisamos seguir a regra de que somos totalmente diferentes para nos completarmos.

Com isso, só quero pedir para que de alguma forma eu não me perca mais no espaço. Só quero saber o caminho certo, ou se vale seguir pelo errado. Quero saber se devo agir ou deixar o tempo fazer isso. Eu quero o controle da minha vida de volta, que eu tinha até conhecer você.

Eu minto quando digo pra mim mesma que não é nada além de saudade. Eu minto quando digo que eu consigo aguentar só porque sempre aguentei. Eu sou egoísta e quero a sua chave, mas também me contradigo quando falo que quero sua felicidade. Eu sei que não dá mais para querer os dois. Mas eu sou egoísta.

Eu deixei minha alma contigo, e não tenho coragem de pedir de volta. Não tenho coragem nem vontade.



Você não é nada do que eu queria antes, mas é tudo o que eu quero daqui pra frente.

Que egocentrismo o nosso, não?

domingo, 25 de outubro de 2009

0 comentários
Egoísmo é um sentimento tão humano. Já parei para pensar como as pessoas escrevem muito mais e melhor quando estão tristes do que quando estão felizes. Ando pensando sobre isso, e acho que se deve ao egoísmo que já nasceu com o ser humano.
Digo, é uma coisa natural, não é culpa de ninguém. Mas quando se está triste, você precisa compartilhar com alguém isso, precisa tentar expor para que alguém te ajude. Você só vê a sua necessidade de ajuda. E quando a felicidade chega em você? Você só pensa em aproveitá-la. Você não tenta escrever sobre e compartilhar sua felicidade com outra pessoa - e se faz isso, é menos do que quando você estava triste.
Eu considero isso um egoísmo da nossa parte. Egoísmo, mas não tão agressivo. Talvez egocentrismo. Colocar-se no centro de tudo e esquecer o que está ao seu redor, que na verdade não gira em torno de você, mas anda ao seu lado, tudo e todos com um único destino final.

Egoísmo é um sentimento tão humano...