*Batimentos cardíacos uivam contra sua própria existência,
Valores vão contra toda aquela sua essência
Que pensava ser cética em relação à sua permanência.
*Agora não bastava apenas ter encontrado a verdade,
Mas também encontrou em sua profunda intimidade
Pensamentos que a levaram a crer que achara sua identidade.
*Passeava pelas noites em busca de sua descoberta,
Mas passava sozinha por entre as ruelas desertas,
Já que não serviam como companhia aquelas belas e feras.
*E em corações dilacerados pelo chão do quarto,
Pegou uma caneta e escreveu sobre o opaco
Que de vez em quando atendia por "passado".
*Tendo abaixado a cabeça para as frases,
Percebeu que só sabia falar de já passadas fases,
E que era desta forma que acertava os encaixes.
*Não sabe rimar, mas rima;
Não sabe escrever, mas escreve;
Não sabe sentir, mas sente.
*Por esta teimosia
É que ela continua viva.
É o que surge a partir de pensamentos aleatórios no meio da noite e uma tarde completamente sozinha com uma caneta e um violão.
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Sobre o opaco
Postado por
Maíra
terça-feira, 27 de abril de 2010
às 16:28 1 comentários Marcadores: esconderijo, inverno, passado, vidaFugindo do preto e do branco
Postado por
Maíra
segunda-feira, 15 de março de 2010
às 22:21 0 comentários Marcadores: esconderijo, fuga
Eu me escondo. Escondo-me dos lugares, escondo-me dos encontros, escondo-me nos desencontros. Me escondo de você, e conseqüentemente escondo-me em mim. Escondo-me de mim. Me escondo do preto, e tenho medo do branco.
Me escondo de tudo.
Entro em fuga de algo desnecessário, apenas pela voz que diz para correr.
Por que? Eu acabei de desistir do meu passado para garantir meu futuro! Mas continuo fugindo. Do quê? Eu não sei. Para onde? Sei menos ainda. É só uma corrida para me manter segura, pena que não sei o quê pode vir a me machucar. E de novo, eu me escondo do quê eu nem sei o quê é.
Não, nada errado. Só penso muito, talvez mais do quê eu deveria; ou talvez eu só me esconda em pensamentos inacabados. Vai saber... Acho que eu ando me escondendo da razão também.
Me escondo de tudo.
Entro em fuga de algo desnecessário, apenas pela voz que diz para correr.
— Ainda há tempo para correr... Você tem uma vida toda para fugir. Não se canse agora.
Por que? Eu acabei de desistir do meu passado para garantir meu futuro! Mas continuo fugindo. Do quê? Eu não sei. Para onde? Sei menos ainda. É só uma corrida para me manter segura, pena que não sei o quê pode vir a me machucar. E de novo, eu me escondo do quê eu nem sei o quê é.
— Algo errado?
Não, nada errado. Só penso muito, talvez mais do quê eu deveria; ou talvez eu só me esconda em pensamentos inacabados. Vai saber... Acho que eu ando me escondendo da razão também.
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