*Batimentos cardíacos uivam contra sua própria existência,
Valores vão contra toda aquela sua essência
Que pensava ser cética em relação à sua permanência.
*Agora não bastava apenas ter encontrado a verdade,
Mas também encontrou em sua profunda intimidade
Pensamentos que a levaram a crer que achara sua identidade.
*Passeava pelas noites em busca de sua descoberta,
Mas passava sozinha por entre as ruelas desertas,
Já que não serviam como companhia aquelas belas e feras.
*E em corações dilacerados pelo chão do quarto,
Pegou uma caneta e escreveu sobre o opaco
Que de vez em quando atendia por "passado".
*Tendo abaixado a cabeça para as frases,
Percebeu que só sabia falar de já passadas fases,
E que era desta forma que acertava os encaixes.
*Não sabe rimar, mas rima;
Não sabe escrever, mas escreve;
Não sabe sentir, mas sente.
*Por esta teimosia
É que ela continua viva.
É o que surge a partir de pensamentos aleatórios no meio da noite e uma tarde completamente sozinha com uma caneta e um violão.
Sobre o opaco
Postado por
Maíra
terça-feira, 27 de abril de 2010
às 16:28 Marcadores: esconderijo, inverno, passado, vida
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1 comentários:
Além de escritora, poetisa!
Lindas palavras; belas rimas
que soam aos ouvidos como brisa...
Congrat's! :)
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