Fugindo do preto e do branco

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eu me escondo. Escondo-me dos lugares, escondo-me dos encontros, escondo-me nos desencontros. Me escondo de você, e conseqüentemente escondo-me em mim. Escondo-me de mim. Me escondo do preto, e tenho medo do branco.

Me escondo de tudo.

Entro em fuga de algo desnecessário, apenas pela voz que diz para correr.

— Ainda há tempo para correr... Você tem uma vida toda para fugir. Não se canse agora.

Por que? Eu acabei de desistir do meu passado para garantir meu futuro! Mas continuo fugindo. Do quê? Eu não sei. Para onde? Sei menos ainda. É só uma corrida para me manter segura, pena que não sei o quê pode vir a me machucar. E de novo, eu me escondo do quê eu nem sei o quê é.

— Algo errado?

Não, nada errado. Só penso muito, talvez mais do quê eu deveria; ou talvez eu só me esconda em pensamentos inacabados. Vai saber... Acho que eu ando me escondendo da razão também.

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