Sobre painéis, pincéis, cores e mãos amigas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Humanos não vivem sem carinho. Isso eu considero um fato. Já ouvi várias histórias de pessoas que começaram a ter problemas psicológicos por não ter alguém do seu lado. Como Lucas Silveira já disse (inclusive no post que eu "rebloguei" há algum tempo atrás), "nenhum ser humano é capaz de viver sem afeto. Se você acha que sim, pode fechar os olhos, pois você já morreu". Humanos nasceram para viver em conjunto e, principalmente, com afeto.
Como já mencionei algumas vezes antes, todos nós estamos aqui com um objetivo. Acredito que esse objetivo é ser feliz, e para isso, tentar realizar os nossos sonhos. Mas para que isso ocorra, é preciso amor. Não só amor a um namorado, amor aos pais... Amor a tudo. Não "amor" no sentido restrito da palavra - já que todos acham que amor é só o que pai/filho ou esposa/marido sentem -, mas "amor" no seu sentido mais amplo. Amor à vida, amor ao simples fato de termos uma vida para aproveitarmos, amor ao fato de que podemos ser felizes.
Mas convenhamos... a vida não fica melhor quando você olha para uma pessoa, pára e pensa que tem algo de diferente em você? Quando você pensa "tudo bem, o que eu sinto por ele é diferente de qualquer coisa"? Como se nossa vida fosse um painel, nossos sonhos fossem os pincéis, nossos amigos, as cores e essa pessoa especial fosse aquela mão que, quando você não sabe direito como pintar, segura a sua mão e te ajuda a formar um belo quadro. Vai do egoísmo de cada um aceitar ou não essa ajuda.
Particularmente, eu tenho conseguido pintar a minha trajetória, mas é claro que eu sinto falta de uma mão que me ajude a pintar sem medo do que pode acontecer, e que me faça rezar para que ela não me solte, pois parece que eu não vou mais saber fazer nem um bonequinho de palitos sem ela. Eu não acho que seja impossível viver sem essa mão, mas depois de um tempo, você perde a vontade de pintar sozinho. Cabe a cada pessoa não desistir de procurar outra para ajudá-la, porque algum dia a mão que encontraremos vai deixar de ser apenas uma parte do corpo pra se transformar em uma pessoa completa e que te completa. É quando vamos perceber que não precisamos procurar mais uma mão, pois já achamos a pessoa.

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