Pós-homicídio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Papéis com sangue no caminho eram provas de um homicídio que jamais fugira da mente; as cores e valores pós-homicídio sempre estavam lá para deixá-la como uma chapada fodida. Pertubá-la, por que não? Mariella tinha colado os lábios, e deixou escorrer saliva pelos seus olhos; o barulho das teclas destruira tudo. O céu agora rosa e laranja lhe abria os braços, como se ela o quisesse.
O céu cantava para destruí-la.

...

O céu era cinza escuro - mortos-vivos a descobriam. "Talvez seja o apocalipse pra terminar com uma merda", pensou ela.
Chamem o homem da batina.

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