Egoísmo é um sentimento tão humano. Já parei para pensar como as pessoas escrevem muito mais e melhor quando estão tristes do que quando estão felizes. Ando pensando sobre isso, e acho que se deve ao egoísmo que já nasceu com o ser humano.
Digo, é uma coisa natural, não é culpa de ninguém. Mas quando se está triste, você precisa compartilhar com alguém isso, precisa tentar expor para que alguém te ajude. Você só vê a sua necessidade de ajuda. E quando a felicidade chega em você? Você só pensa em aproveitá-la. Você não tenta escrever sobre e compartilhar sua felicidade com outra pessoa - e se faz isso, é menos do que quando você estava triste.
Eu considero isso um egoísmo da nossa parte. Egoísmo, mas não tão agressivo. Talvez egocentrismo. Colocar-se no centro de tudo e esquecer o que está ao seu redor, que na verdade não gira em torno de você, mas anda ao seu lado, tudo e todos com um único destino final.
Egoísmo é um sentimento tão humano...
Futuro
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Maíra
sábado, 24 de outubro de 2009
às 17:12 0 comentários Marcadores: insegurança, vida
Por que esse medo do futuro? Essa insegurança que toma conta do seu coração... ela vai passar. Por bem ou por mal, mas você precisa esperar. Só mais um pouco... E o seu futuro pode seguir outro caminho.
Medo do futuro pela sua incerteza. As pessoas não convivem bem com a incerteza. Mas se não fosse ela, qual seria a graça de viver? Mesmo que eu ainda não tenha entendido o sentido de estarmos aqui - talvez não tenha nem sentido -, pelo menos a vida deveria ter algo para se aproveitar. E é isso: a incerteza do futuro.
Daqui a pouco eu vou descobrir o rumo da minha vida - continuar nisso ou mudar tudo. Espero que mude, mas se não mudar, eu tentei pelo menos.
Agora é esperar... droga de prova de matemática. Pelo menos história estava fácil.
Divina Comédia
Me revolto com essas pessoas que acham chato falar de amor. Sinceramente, o ser humano que acha isso chato é porque não é um ser humano de fato. O ser humano tem como de mais singelo o amor que ele pode sentir por algo ou alguém. Quem acha isso "chato", de fato nunca amou ninguém.
E eu não acho isso chato. Ao contrário, hoje é o melhor dia para discordar disso.
Caramba, sabe aqueles dias que você sente que viveu a vida toda só para chegar esse dia? Quando parece que nada mais importa. Não importa todas as vezes que eu voltei atrás, não importa. Agora eu vou ser feliz, e só isso. O que eu tentei esse tempo todo mas não consegui, porque não tinha como conseguir naquela situação. Mas agora é diferente, eu tenho o que eu preciso.
Eu sentia tanta falta disso, tanta. Mas você apareceu no momento certo. Nossa, você realmente não sabe a falta que me fez! E eu só te agradeço, de verdade.
Quanto tempo faz? Não importa mais.
(Pois é, a atualização vai assim mesmo porque eu não estou em condições de escrever algo decente. Minha cabeça e meus sentimentos não parecem sóbrios, mas isso é bom.)
O homem do furo na mão
Há doze anos tomavam café juntos e ela o acompanhava até a porta. "Você está com um fio de cabelo branco. Ou tinge ou tira". Ele sorriu, apanhou a maleta e saiu para tomar o ônibus. Faltavam doze para as oito, em três minutos estaria no ponto. O barbeiro estava abrindo, a vizinha lavava a calçada, o médico tirava o carro da garagem, o caminhão descarregava cervejas e refrigerantes no bar. Estavano horário, podia caminhar tranqüilo. Coçou a mão, descobriu uma leve mancha avermelhada de uns dois centímetros de diâmetro. Quando o ônibus chegou, a mão coçou de novo. Agora ardia um pouco e ele teve a impressão de que no lugar da mancha havia uma leve depressão. Como se tivesse apertado uma bolinha muito tempo, com a mão fechada.
Não tinha lugar sentado, cruzou a borboleta, foi até a frente, cumprimentando pessoas que não sabia o nome, mas que tomavam o elétrico na mesma hora que ele. Segurava a maleta com a mão direita, com a esquerda apoiava-se no varão do teto. Três pontos antes do final, o ônibus superlotado, ele sentiu uma comichão violenta. Não podia olhar, nem levantar a mão. Estava chegando, dava para esperar. Foi empurrado para a saída, despediu-se das pessoas, olhou a mão. Um orifício perfeito. Perfeito, como se tivesse sempre estado ali. Nascido. Passou os desdos pelas bordas, por dentro, sentindo cócegas. Assoprou por dentro. Olhou através dele, acompanhando uma aleijada que caminhava na outra calçada. Afastava a mão dos olhos, focalizava um objeto, aproximava a mão. Ficou algum tempo distraído com isso. Quando chegou no escritório, o chefe perguntou o porquê do atraso.
- Foi por causa do furo na mão.
- Ah, é? Pois vai ter um furo de meio dia no salário deste mês. Está bem?
Não fazia mal, há quinze anos ele não tinha uma falta, um minuto descontado. Foi para a mesa, um pouco perturbado com o furo. Não triste, mas querendo saber o que podia fazer com aquilo. Passou o dia disfarçando a mão entre os papéis. Não queria que os colegas vissem. Eles não tinham furo na mão. De vez em quando soprava através do buraco, fazia barulhos estranhos estranhos com a boca. Na hora do lanche, focalizou um colega, colocando a mão sobre o olho. Na hora de bater ponto de saída, enfiou a alavanca no buraco e empurrou. Contente, sentia-se mais que os outros. A sensação começara no meio da manhã, depois que a primeira depressão desaparecera. Tinha pensado em ir ao médico, explicar o caso. Desistiu.
A mulher esperava na porta, tomando a fresca da tarde. Entraram, ele tomou banho, descansou dez minutos, como todos os dias. Foram até a sala, ele desligou a TV, a mulher ficou olhando algum tempo para a tela cinza, como se esperasse ainda ver a novela interrompida. Então, ele mostrou a mão e a mulher começou a chorar. Ela chorou e soluçou por dez minutos. Depois perguntou:
- Dói muito?
- Não dói nada.
- Foi um acidente?
- Não, apareceu no ônibus.
- Como apareceu?
- Apareceu. Não sei como.
- E se a gente reclamar da companhia de ônibus?
- Ela não tem nada com isso.
A mulher foi ao banheiro, trouxe o estojo de emergência, apanhou gaze, esparadrapo, mercuriocromo. Ele não deixou fazer a atadura.
- Não precisa, está cicatrizado, olha aí.
- Não vai me andar com esse buraco por aí. O que as vizinhas vão dizer? Que eu não cuido de você?
- Mas eu quero que vejam. Só eu tenho esse buraco.
- É tão feio.
À noite, ele se levantou para observar o furo na mão. Deixou embaixo da torneira, com água correndo pelo meio. No dia seguinte, a mulher tentou de novo enfaixar a mão, ele não deixou. Estava orgulhoso do furo. Foi trabalhar e no fim da tarde estava um pouco decepcionado. Ninguém no escritório tinha ligado para amão dele. Fizera de tudo em frente aos colegas. Assoara o nariz, passara o dia com a mão na testa. Ao voltar pracasa, não encontrou a mulher na porta. Na mesa havia um bilhete. "Não posso viver com você enquanto esse buraco existir." A casa vazia, ele abriu a geladeira e só encontrou manteiga, comeu com pão. Foi comprar revistas, jornais, ficou lendo, com o rádio ligado. Não ouvia o rádio, só gostava do barulho. Todas as manhãs, quando acordava, deixava o rádio aberto, ouvindo ruídos, sem estar em estação alguma. Depois viu televisão até cair de cansaço. Dormiu na poltrona.
Do escritório telefonou para o emprego do sogro. A mulher não tinha aparecido na casa dos pais. Na hora do almoço, saiu de táxi, rodando pela casa de amigos e amigas. E parentes. Nada. Ànoite, foi à igreja. Ela costumava ir. Passou na polícia e deu queixa. Comeu sanduíche em um bar, ficou vendo televisão até cair de cansaço. Foi acordado pela empregada que vinha às quintas-feiras.
- O senhor está com um buraco na mão, vou colocar bandaide.
- Não precisa, não. Pode deixar.
- Como pode? O senhor não vai sair assim.
- Vou, não quero bandaide.
Cinco minutos depois a empregada saiu, com a bolsa, dizendo até logo, não volto mais. Ele dormiu mais um pouco. Acordou com o silêncio da casa, os cômodos na penumbra, tudo desarrumado. Gostou da desarrumação. Fez café, jogou pó no chão, molhou tudo o que pôde, derrubou o lixo. Tomou banho, jogou as toalhas, molhou o chão, largou o sabonete dentro da privada. Saiu. Pela segunda vez em doze anos saía sozinho sem ninguém para acompanhá-lo até a porta, sem a sensação de estar vigiado, de ter que ir e voltar ao mesmo lugar, ter que justificar as coisas, o dia, os movimentos.
Chegou atrasado ao ponto. Quando subiu no ônibus, não conhecia ninguém. O cobrador se levantou.
- O senhor pode tomar outro carro, por favor?
- Outro carro, por quê?
- Ordem da companhia, não sei de nada.
- Que coisa ridícula. Ordem da companhia. Não vou tomar outro. Vou esse mesmo.
- Por favor, não me arrume complicação. Desça. Os passageiros estão esperando.
Todo o ônibus olhava para ele. Sentou-se, segurando firme a maleta. Os outros passageiros começaram a descer. O cobrador foi buscar um PM. O motorista chegou até ele, olhando o furo na mão, bem visível, por cima da maleta.
- Por que o senhor não vai por bem?
- Pago minha passagem, tenho direito de andar no carro que quiser.
- Não tem nada. O senhor é quem pensa.
O PM entrou, apanhou o homem com furo na mão pela gola, jogou-o fora, na calçada. A maleta abriu, os papéis espalharam. Ajoelhado, ele começou a catá-los. O povo olhando. O PM disse:
- Quando mandarem o senhor tomar outro carro, o senhor toma.
Ele pensou: estão todos combinados, não é possível, é uma brincadeira da turma comigo. Depois, ele se lembrou que não tinha turma, vivia só, ele e a mulher, às vezes ela até reclamava. Os passageiros voltaram ao ônibus. Ele se levantou, ficou encostado no ponto. Minutos depois chegou outro ônibus. Só abriu a porta da frente, alguns passageiros desceram. Bateu na porta de entrada, chutou, o cobrador colocou a cabeça pra fora.
- Ei, companheiro, o que é isso? Espere chegar outro carro.
Decidiu ir a pé. Tinha anotado os números dos ônibus, iria à companhia fazer uma reclamação. O pior é que chegaria atrasado. Quando entrou no escritório, passou rápido pelo chefe, mas este não se incomodou. Foi direto para a mesa. Havia um paletó na cadeira. Ele colocou a maleta na mesa, sentou-se. Abriu a gaveta, não a encontrou arrumada, como deixava todos os dias, no fim da tarde os lápis selecionados por cores, os clips, borracha, papéis ordenados. Estava tudo remexido. Ouviu um "com licença", levantou os olhos, encontrou um homem de uns trinta anos, gordo.
- O que é?
- Desculpa, esta mesa é minha.
- Sua? Desde quando?
- Me deram hoje de manhã. Era sua?
- è minha. Onde estão as minhas coisas?
- Num pacote com o chefe.
Foi até o chefe.
- O que está acontecendo?
- Nada. Por quê?
- Tem outro na minha mesa.
- A mesa é da companhia. Não é sua.
- Bom, eu ocupava aquela mesa da companhia. E agora?
- Não ocupa mais. Você não trabalha aqui.
- Por quê?
- Foi sua mão. Esse buraco é inconveniente.
Ignácio de Loyola Brandão
Desligue o rádio e a TV e me escute
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Maíra
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
às 14:36 0 comentários Marcadores: inverno, vidaAs flores não desabrocham mais, desculpe. Isso acontece quando o sol já não pode mais nos alcançar e ele não pode nos tornam mais seres humanos mais maduros. E mesmo tentando, ainda há muito o que crescer...
Eu vou tentar seguir a estrada de areia, e quando eu chegar, a chuva finalmente vai cair sobre mim, me acalmando. Só que dessa vez, sem a sua mão para me guiar.
"O inverno está aí, ele vem te buscar, ele te faz sorrir... Mas veste algo quente que o frio vai chegar"
She's my alien

Me desculpa por tudo. Eu sei que eu sou muito egoísta, me desculpa mesmo... Eu só penso em mim. Você faz tudo de bom por mim e eu nem dizer um "obrigada" eu digo. Mas eu sou eternamente grata por tudo que você já me fez, best.
As coisas estão confusas pra mim. Às vezes todos precisam de mim, mas eu também preciso de mim. E você tem me ajudado, obrigada. Eu sei que posso contar com você e eu sei que parece que você não pode contar comigo, porque eu sou covarde. Mas eu vou fazer o que tem que ser feito pela gente, best. Eu vou, só deixa eu me preparar uns tempos. E quando eu estiver preparada, não vai me importar mais nada, nem que me obriguem a me afastar de tudo, nem que eu tenha que ficar presa em casa. Eu quero ser feliz contigo, mais do que eu já sou. Vai ser difícil, mas eu vou tentar.
Te encontrar vai ser o meu motivo pra tudo, mais do que sempre foi. Eu vou ser mais corajosa e eu vou realizar o nosso sonho, tá? Porque duas irmãs têm que ficar juntas. Juntas.
A Comeau te ama, tá? Minha Desrosiers.
I'll meet you there
No matter where life takes me to.
I'll meet you there
even if I need you here
I'll meet you there.
minhaalien ♥
Quebre as correntes
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Maíra
domingo, 23 de agosto de 2009
às 15:42 0 comentários Marcadores: mudança, sonhos, vida
É seguir em frente, sem olhar pra trás. Não tentar justificar o presente com os erros do passado, mas buscar forças dentro de si e melhorar o seu futuro. Estar pouco ligando sobre o que vai acontecer, eu tentei. Eu vou tentar. Espero conseguir. Não são as pessoas que me garantem isso que vão formar o meu futuro. Eu vou conseguir por mim mesma.
Agora pouco me importa o medo, eu vou tentar de cabeça erguida. Sem lembrar de todos os dias de insegurança que eu passei. "Deixe o sol secar tuas lágrimas, deixe o mar limpar a tua alma de tudo o que deixamos pra trás, e vamos viver em paz", todos nós.
Agora é tentar sem vergonha nenhuma. Um dia se chega lá.
Música

É o apoio que eu preciso - a música.
Música é vida, e a vida é música. A vida é música até no silêncio da noite. A vida é música até no barulho da chuva batendo contra a sua janela. A vida é música até na sua respiração alterada e afetada pelos batimentos acelerados do seu coração.
A música é a essência das nossas vidas, e a música é essa vida. Não tem como fugir dela.
Você encontra apoio na música. Encontra um amigo. Encontra algo que te faz seguir em frente. Encontra algo que te faz ver a beleza da vida apenas fechando os olhos e ouvindo o que te cerca.
É o frescor da madrugada que invade a sua janela e te ajuda a dormir à noite. É o raio de sol que bate no seu rosto de manhã acompanhado pelo canto dos pássaros.
Escute a música que embala a sua vida.
Adore

I don't mean to run
But every time you come around
I feel more alive than ever
But every time you come around
I feel more alive than ever
Eu não preciso de nada que me faça me sentir tão bem quanto você faz, mas você acaba fazendo. Sem mesmo se dar conta. Até pelo meu jeito idiota e egoísta às vezes. Mas você sempre está disposta a me fazer sentir melhor, eu sinto isso de você. Mesmo com todos os seus defeitos, com os seus momentos egoístas também, e principalmente os que você fala coisas que eu sei que são para chamar a minha atenção. Sua boba, você já a tem.
And I guess it's too much
But maybe we're too young
And I don't even know what's real
But I know I've never wanted anything so bad
I've never wanted anyone so bad
But maybe we're too young
And I don't even know what's real
But I know I've never wanted anything so bad
I've never wanted anyone so bad
Se você é a minha vida, eu quero continuar vivendo, mesmo que demore para eu colher os frutos dela. Se a minha vida é você, eu quero permanecer amando por muito e muito tempo, se possível até o fim da minha vida. Eu já te prometi que você terá o meu amor para sempre, e você de fato sempre o terá. Talvez um dia ele seja diferente, talvez ele mude de aparência apenas pra que nos apoiemos no calor de uma amizade, mas ele sempre vai continuar.
[...]
Why do I deny?
The things the burn inside
The things the burn inside
Eu posso esperar algum tempo. Você talvez não espere. Mas o tempo passa e você vai esperar de uma forma ou de outra. Mas talvez não com o mesmo sentimento de antes. Mas não importa. Você sempre vai ser a chuva que me acalma e me ajuda a dormir quando o que eu mais quero é fugir desse mundo. Obrigada.
If I let you love me, be the one adore, would you go all the way? Be the one I'm looking for?
foto por @stupidbear http://www.flickr.com/photos/colorfulcornflake/
let's stay at home
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Maíra
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
às 22:22 1 comentários Marcadores: eu interior, insegurança, inverno, vida
tell me, tell me, what do I see? tell me, tell me one more time. tell me, tell me, what do I see?
Às vezes ela queria apenas não ter que mergulhar no mundo lá fora. Talvez ficar se divertindo sozinha dentro de casa, ou até mesmo no silêncio. Mas só isso. Sem se preocupar com os problemas, apenas com o que ela faria daqui alguns minutos...
Mas ela não pode, ela está viva. Ela precisa sair e enfrentar tudo lá fora. Fora de casa, fora do que está em seu coração. Ela precisa dizer que venceu, ou pelo menos ter consciência disso.
A menina só precisa superar tudo. Ela já tem quase tudo de que precisa, então talvez seja fácil. É só questão de esforço.
Mas ficar em casa é sempre uma boa opção.
foto por @stupidbear http://www.flickr.com/photos/colorfulcornflake/
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